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Trajetória do Negro nos espaços Paulistanos
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Título
Trajetória do Negro nos espaços Paulistanos
Coleção / Fundo
Museu da Cidade de São Paulo > Acervo História Oral > Memória e Movimentos Sociais
Número de registro
HO.MMS.0094
Resumo
Participantes: Batista
Resumo da Entrevista: máximo 20 linhas
Experiência pessoal, início no movimento estudantil na PUC, representatividade negra dentro dele. Início no Movimento Negro em 81, 1º Congresso em 82.
Histórico da exclusão no negro e da classe trabalhadora. Crítica aos movimentos “ditos” de esquerda no Brasil. Questão da identidade do negro. Termos como “moreninho, mulatinho, jambinho”. Tendência ao embranquecimento. Sentido pejorativo associado a termos como “denegrir, negrume”. Militância dele no PT, crítica à questão racial dentro do partido, equiparado a outros como PMDB, PC e PDS.
Escolas de samba de São paulo, Vila Isabel e Mangueira. Desligamento ao entrar no âmbito universitário e acadêmico do militante negro da massa, Escolas de samba, candomblé, capoeira, e a presença e dominação branca nesses lugares.
Necessidade de uma sociedade que tenha um relação humanas um pouco mais igualitária. Ausência da família negra em comerciais e telenovelas (Zezé Motta, Zózimo Bulbul) e revistas (Djavan, Pelé e Xuxa). Exclusão na currículo escolar (participação na balaiada, revolta dos maleiros, etc…). Chegada do jovem no movimento após episódios pessoais vividos de discriminação.
Relação entre países da questão política racial, contexto dos governos Sarney, Geisel e Figueiredo, dados do IBGE sobre salários de valos inferior. Necessidade de comemorar 20 de novembro e não 13 de maio. Criação e dez anos da criação do FECNEZU – Festival Comunitário Negro Zumbi 77/87. Críticas ao envolvimento pessoal de militantes como os partidos e gestões governamentais.
Criação e história do MNU Movimento Negro Unificado. Começo das discussões em 1977 sobre a ditadura e questionando a abertura. Grupo Afro-latino lança publicação e em 78 é criado o MNU CDR com proposta de unificar todas as entidades. Polarização interna entre direita e esquerda, que se faz hegemônica mas começa a se afastar da população. Parlamentares negros em 78 somente tês do PDS (Deputado Federal, estadual e vereador. Alguns secretários em SP, RJ e BA
Relação com Sindicatos e Movimento Estudantil, em especial CUT e CGT. Acesso ao mercado de trabalho fechado em empresas como BANESPA.
Ficou de fora do MNU o CECAN, Centro de Cultura e Arte Negra de São Paulo, que se extinguiu próximo a 1981 após várias crises.
Relação do MNU com PT, PDT e PC do B em SP, RJ e BA. Formação da FRENAP - Frente Negra de Posição Política de vida efêmera que contra atacava através do PMDB, que abrigava mutos grupos negros.
Contrário à participação de brancos no MNU. Da igreja também.
Experiência pessoal. Pais separados, colégios, Igreja evangélica.
Experiência pessoal. Pais separados, colégios, Igreja evangélica Assembléia a de Deus. SENAI. Cita Stevam Maia-Maia como radicalismo frágil. Serviço militar, volta aos estudos.. UMES e APEOSEP.
Sedes do MNU no Centro (Rua Rego Freitas) e no Bexiga invadida (Rua Almirante Marques Leão). Movimento Punk bairro do Limão – Grupo Ostrogodos. Rua Tedodoro Sampaio, repressão policial. Banda Inocentes.
Presença negra na Zona Norte. Freguesia, Cachoeirinha, Brasilândia, casa Verde. Terrenos e construções.
Escolas de samba; Peruche, Mocidade Alegre, Rosas de Ouro, Nenê de Vila Matilde, Seu Nenê, Tobias. Vai-Vai, Chliclet. Pérola Negra.
Bailes e Clubes: Black Mad, Zimbauê, Feconezu, Musicália. Começo do Chic Show, Luizão. Wiliiam, Zimbabo, Juarez, Basílio, Fião. São Paulo Chic, Palmerias, Barra Funda, Club Homs. Bailes com sandra Sá, Tim Maia, Jorge Ben. Casa de Portugal Carlos.
Grupos mais conservadores, Aristocratas, Irmandade do Rosário, Padre Batista. Grupos do interior: Piracicaba, Limeira Michael Jackson, Lionel, Ritchie.
Lado B B
Bailes, proporção de negros (99%). Programas de rádio: Programa Black in Love - Rádio Bandeirantes, Moisés da Rocha - Rádio USP. Divulgação do Chic Show
Autoria/Produção
Museu da Cidade de São Paulo
Data de produção (textual)
26/02/1988